Há uma fase da vida em que estás demasiado ocupada para parar e demasiado consciente para fingir que está tudo bem.
Os filhos crescem, o trabalho estabiliza, a relação entra em piloto automático — e tu ficas algures no meio, ainda jovem para te acomodares, mas com a sensação incómoda de que talvez já seja tarde para mudar.
Então segues. Cumpre-se o que é preciso cumprir. Faz-se o que é suposto fazer. Mas alguma coisa perdeu o sabor, a identificação, a ligação contigo própria. E evitas mexer muito nisso, porque sabes que, se parares a sério, vais ter de pôr o dedo na ferida.











